Blog da ciência e tecnologia


NASA CONSTROI ROBO PARA REPAROS NO ESPAÇO

FONTE:GIZMODO

restore-l

Não se compra um computador de cem milhões de dólares sem um plano de reparos, mas é exatamente isso que a NASA faz quando manda seus satélites caríssimos para o espaço. Para garantir que os valiosos equipamentos não se tornem o lixo mais caro do sistema solar, a agência espacial está construindo um robô capaz de consertar e reabastecer satélites em órbita.

A NASA anunciou que irá fechar um contrato de US$ 127 milhões com a empresa Space Systems/Loral (SSL) da Califórnia pela Restore-L, uma nave robótica capaz de consertar, reabastecer e realocar satélites na órbita baixa da Terra, além de conseguir testar tecnologias para missões futuras. A SSL terá três anos para construir o robô, que deve ser lançado em 2020.

Sem a possibilidade de reabastecer, a vida útil de um satélite é restrita à quantidade de
propulsores que os engenheiros conseguem colocar no tanque no lançamento. Essa vida útil pode ser ainda menor se a nave tiver qualquer problema elétrico ou mecânico durante suas órbitas. Enquanto mais e mais satélites começam a chegar ao final da sua capacidade de operação, as agências governamentais e empresas privadas vêm trabalhando em ações para remediar esse problema ao desenvolver robôs capazes de dar aos satélites um upgrade em gravidade zero.

A DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, dos EUA), por exemplo, lançourecentemente um programa destinado a projetar robôs capazes de fazer a manutenção de satélites em órbitas geossíncronas que são de difícil alcance, a 35.000 quilômetros de distância da Terra. A Divisão de Manutenção de Satélites da NASA, por sua vez, está trabalhando em uma porção de demonstrações de tecnologias de reparo e reabastecimento em órbita, incluindo um braço robótico com o mesmo alcance de movimento do braço humano; um sistema de navegaçãoprojetado para ajudar os robôs se encontrarem com objetos em movimento no espaço; e o Restore-L, que combinam essas e outras capacidades numa máquina com diversos propósitos.

Por enquanto, o objetivo principal do Restore-L é reabastecer o Landsat 7, um importante satélite de monitoramento da Terra operado pela NASA e pela US Geological Survey. Se for bem sucedido, o projeto pode ser modificado para todos os outros tipos de tarefas úteis, desde recolher o lixo que não para de crescer na órbita do nosso planeta, até prestar serviços para grandes missões como a Asteroid Redirect Mission, que irá pegar uma rocha que pesa toneladas da superfície de um asteróide e rebocá-la de volta à órbita em torno da Lua.



Escrito por P.Carulli às 10h22
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Com muita dor que o Blog da ciÊncia e tecnologia coloca esses simples post.

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Escrito por P.Carulli às 08h13
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Brasil planeja lançar primeira missão à Lua até 2020

FONTE: IG

O Brasil planeja lançar até dezembro de 2020 sua primeira missão à Lua. O projeto batizado de Garatéa-L combinará os esforços de algumas das principais instituições de ciência e tecnologia do País e startups tecnológicas para enviar um nanossatélite com experimentos científicos, segunda informa a comunicação social da própria missão. 

“A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o País no mapa da exploração interplanetária”, afirmou Lucas Fonseca, ex-aluno da EESC e engenheiro espacial da empresa Airvantis e gerente do projeto Garatéa-L. Os cubesats são versões compactas dos robustos satélites, pesando não mais que 8 kg.

Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), da USP, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) integram a missão que também tem como objetivo pesquisar as condições para a vida no espaço. 

Entre os experimentos que serão levados está o projeto coordenado por Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo. O projeto pretende investigar os efeitos do ambiente espacial interplanetário sobre diferentes formas de vida.

A Garatéa-L também conduzirá pesquisas que serão importantes para planos internacionais futuros de missões tripuladas de longa duração à lua. Isso porque, instrumentos serão embarcados para medir níveis de radiação em órbita cislunar e análise dos efeitos do ambiente radiativo extremo.

O custo estimado do projeto é de R$ 35 milhões. O valor já começou a ser levantado com órgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados, de acordo com a missão. 

“É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o País”, disse Fonseca. “Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação”.

O lançamento será realizado em parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency). O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11 - mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.

A apresentação formal do projeto foi realizada nesta terça-feira (29), na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. 



Escrito por P.Carulli às 08h11
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Bactérias comedoras de carne matam paciente em apenas 4 dias!

Fonte:Jornalciencia.com

O jornal The Daily Times da cidade de Salisbury, em Maryland, Estados Unidos, relatou nesse fim de semana sobre a morte trágica e horrível de Michael Funk no início de setembro. Os médicos confirmaram que ele morreu devido a uma bactéria similar ao da cólera, chamado Vibrio vulnificus.

Funk estava com sua esposa, Marcia, no condomínio onde viviam, quando ficou incrivelmente doente devido a um corte aberto na perna, e foi levado às pressas para o hospital no dia 11 de setembro.

 

Embora Funk tenha sido transferido para o hospital especializado em choque e trauma em Baltimore, onde amputaram sua perna infectada, ele morreu quatro dias depois, no dia 15 de setembro. “É como sair de um filme de terror“, disse Marcia Funk ao jornal local The Daily Times.

 

A bactéria Vibrio vulnificus pode ser encontrada em água salgada e quente, bem como em moluscos e animais marinhos. Anualmente cerca de 85.000 casos de infecção são registrados envolvendo V. vulnificus ou outras espécies Vibrio nos Estados Unidos, e muitas vezes não causam os mesmos danos que Funk sofreu.

 

A maioria das pessoas contraem a bactéria comendo alimentos contaminados, que muitas vezes resultam em uma curta intoxicação alimentar. Infecções como a de Funk são muito mais perigosas, pois a bactéria desintegra a carne de suas vítimas através de uma necrose rápida da pele e dos músculos em torno da ferida.

Estes casos carregam uma taxa de 25% de fatalidade, e mesmo aqueles que sobrevivem são frequentemente forçados a amputar seus membros afetados. As bactérias também podem entrar na circulação sanguínea de uma pessoa, causando infecção generalizada, que é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo.

 

Estima-se que 10% das infecções por V. vulnificus sejam em último caso fatais, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. “Algumas pessoas podem ter uma infecção, ficar um pouco doentes, e recuperar-se. Outras não são tão afortunadas, há muitos fatores que entram em jogo”, comenta Roman Jesien, cientista marinho e presidente do Maryland Coastal Advisory Fishery Committee.

 

 

Infecções causadas por outras espécies são menos preocupantes e mais comuns do que V. vulnificus. A maioria é causada por Vibrio parahaemolyticusDe acordo com o jornal The Daily Times, Maryland teve casos de Vibrio vulnificus regularmente nos últimos anos, como em 2013, tendo um recorde de 57 afetados. A maior concentração de doentes, como esperado, ocorre mais frequentemente durante os meses mais quentes da região, de maio a outubro.



Escrito por P.Carulli às 09h49
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Brasileiros criam biovidro que cura feridas da pele

Cientistas da UFSCar, Universidade Federal de São Carlos, criaram um tipo de biovidro flexível que é capaz de regenerar tecidos e acelerar o processo de cura de feridas.

“Curam feridas da pele, depois elas são reabsorvidas pelo corpo e são bactericidas, elas minimizam infecções e acabam com as bactérias”, contou o professor Edgar Zanotto.

“É um material absolutamente inovador”, continuou. “É o vidro que cura, é um biovidro, o vidro bioativo”.

O material apresentou bons resultados em testes com animais e o próximo passo será a realização de ensaios em humanos.

Como

O biovidro tem sido usado como opção para diversos tipos de enxerto, mas depois de seis anos de estudo os cientistas do Laboratório de Materiais Vítreos conseguiram desenvolver um material diferente, bem mais flexível, uma manta semelhante à gaze usada em curativos.

“Esses vidros bioativos são parecidos com o vidro de janela, feitos de sílica, cálcio e sódio, mas em concentrações diferentes, então é isso que muda o jeitinho que esse vidro reage dentro do corpo”, explicou a pesquisadora Marina Trevelin Souza.

“A ideia é aplicar diretamente sobre a pele em cima das feridas porque esse material reabsorve em contato com o sangue e vai regenerando aquela ferida ou aquela queimadura”, completou.

Os pesquisadores têm um convênio com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o projeto está em fase de análise.

As pesquisas em humanos devem começar em 2017.

Ossos
Outra novidade do grupo é uma peça que pode ser usada como enxerto ósseo.

“Nós podemos fazer enxertos com geometrias muito complexas e que encaixam perfeitamente no paciente”, comentou o pesquisador Murilo Crovace.

Além do formato, o produto também se diferencia de outros tipos de enxerto, como os de cerâmica, pelo tempo que o corpo leva para a absorção. No caso dos biovidros, esse processo ocorre de forma muito mais rápida.

“São poucos meses, enquanto as cerâmicas levariam anos para serem completamente absorvidas”, comparou Crovace.

FONTE: SITE SÓ NOTICIAS BOAS.



Escrito por P.Carulli às 14h32
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CIENTISTAS BRASILEIROS DESCOBREM PLANETAS SEMELHANTES A JUPITER.

fonte: AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

Cientistas brasileiros, liderados pelo professor Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo (USP), estão à frente da descoberta de um planeta com massa semelhante à de Júpiter e que orbita uma estrela que tem características similares às do Sol. O achado, divulgado ontem (15), ocorreu graças ao instrumento Harps do telescópio 3p6 do Observatório Europeu Sul (ESO), instalado no Chile.

Segundo um comunicado do ESO, o exoplaneta orbita a estrela HIP 11915, e sua posição nesse sistema é praticamente a mesma de Júpiter, abrindo a possibilidade de que a região em torno dessa estrela seja parecida com o Sistema Solar.

Isso porque o desenvolvimento de vida na Terra foi possível graças à presença de Júpiter e de sua influência gravitacional exercida no Sistema Solar durante a fase de sua formação.

O comunicado afirma que “tal fato leva os cientistas a crer que encontrarmos um planeta gêmeo de Júpiter é um marco importante na busca de um sistema planetário que seja semelhante ao nosso”.

Segundo Melendez, “a procura de uma Terra 2.0 e de um Sistema Solar 2.0 completo é um dos esforços mais excitantes da astronomia”. Ainda são necessárias observações para confirmar e delimitar a descoberta, mas, de acordo com o ESO, a estrela HIP 11915 é, até agora, uma das mais promissoras candidatas a abrigar um sistema planetário semelhante ao nosso.

A busca de planetas similares a Terra ou do nosso Sistema Solar é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial. Embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores ou maiores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.



Escrito por P.Carulli às 10h35
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Mistério resolvido: estudo descobre por que chove tanto na Amazônia

FONTE:UOL

Cientistas que estudam há mais de 25 anos a formação das nuvens na Amazônia sempre se depararam com um mistério: as gotículas de água produzidas pela floresta são insuficientes para provocar as tempestades, que são constantes na região. De onde vinha o resto? 

Segundo estudo publicado nesta segunda-feira (24) na revista Nature, a resposta é surpreendente: as gotículas vêm do céu, de grandes altitudes.

Os aerossóis (nanopartículas) que estão na atmosfera a cerca de 15 mil metros de altitude (faixa por onde voam os aviões comerciais) se somam às partículas vindas das árvores e alimentam as nuvens da região amazônica.

Os cientistas já sabiam da existência dos aerossóis em grandes altitudes e que eles eram removidos pela chuva. Faltava entender como a atmosfera restabelecia a concentração de aerossóis rapidamente. O que descobriram foi de onde eles vêm e como ajudam a "fazer chover".

Partículas que sobem e descem

Os gases emitidos pelas árvores da floresta são levados da superfície para a alta atmosfera pelo movimento vertical de massas de ar. No alto, onde a temperatura é de cerca de -55°C, eles se condensam e formam os aerossóis.

Essas nanopartículas são retiradas da alta atmosfera pelas correntes descendentes de nuvens de chuva e se combinam com os gases vindos das árvores que estão vindo em correntes ascendentes. 

Neste encontro, as partículas crescem rapidamente e formam gotículas e nuvens. As correntes de convecção dão início à chuva.

Distribuição eficiente

"O conjunto dos gases emitidos pela floresta e as nuvens fazem uma dinâmica muito peculiar e produzem enormes quantidades de partículas em altas altitudes, onde se acreditava que elas não existiriam", diz o físico da USP Paulo Artaxo, um dos autores do estudo. "São mecanismos biológicos da floresta atuando junto com as nuvens para manter o ecossistema Amazônico em funcionamento."

Segundo ele, esses gases são jogados para a alta atmosfera, onde a velocidade do vento é muito grande, e são redistribuídos pelo planeta de forma muito eficiente. "Estamos atualmente realizando trabalhos de modelagem para precisar as regiões afetadas pelas emissões de gases da Amazônia e transportadas pela circulação atmosférica", diz o cientista.

Como tais mecanismos eram até agora desconhecidos, essa produção de aerossóis não está contemplada em nenhum modelo climático. "É um conhecimento que terá de ser incluído, pois ajudará a tornar as simulações de chuva na Amazônia mais precisas", diz Luiz Augusto Machado, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial), que também participou do estudo.

Segundo Machado, a observação de aerossóis se formando a partir de gases vindos da superfície é surpreendente. Isso porque quando se ultrapassa altitudes superiores a 2.500 metros ocorre uma inversão de temperatura que costuma inibir o transporte vertical de partículas. "O transporte através das nuvens convectivas [que sobem e descem] quebra essa barreira e permite o mecanismo funcionar em regiões tropicais", explica ele.

A importância dos aerossóis não está somente na formação de nuvens na Amazônia – o que já seria muito, já que a dinâmica climática na região regula o clima em todo o globo. Eles são fundamentais também para o controle da radiação solar que atinge a Terra. Assim, equilibra a fotossíntese e a temperatura do ecossistema amazônico.

Descoberta feita sem querer

A descoberta dessa dinâmica essencial para explicar a origem das chuvas foi feita por um acaso, quando cientistas investigavam o efeito da poluição de Manaus na atmosfera amazônica no experimento GoAmazon (Green Ocean Amazon Experiment).

Artaxo diz que investiga há muito tempo a formação de novas partículas de aerossóis na Amazônia, sem conseguir explicar o fenômeno. "As medições eram sempre feitas em solo ou com aviões voando até no máximo 3.000 metros de altura. Mas a resposta, na verdade, estava ainda muito mais no alto da atmosfera amazônica", diz o pesquisador.

No atual estudo, as medidas foram feitas por dois aviões que voaram em altitudes de até 15 mil metros. Os resultados batem com medidas feitas em solo pelo laboratório Torre Alta de Observação da Amazônia, uma torre de 320 m de altura situada na região central da Amazônia.



Escrito por P.Carulli às 12h41
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Cientistas farão primeira circunavegação da Antártica

FONTE: FRANCE PRESS

Cinquenta cientistas de 30 países formarão a primeira equipe científica a circunavegar a Antárticaem uma tentativa de mensurar a contaminação e as mudanças climáticas, anunciaram os encarregados do projeto nesta segunda-feira (17).

A equipe internacional viajará a bordo do navio científico russo "Akademik Treshnikov", que zarpará da Cidade do Cabo, na África do Sul, em 20 de dezembro e voltará em 18 de março de 2017.

Os organizadores da Expedição Circumpolar Antártica (ACE, na sigla em inglês) esperam intensificar a cooperação para entender melhor o impacto da humanidade no oceano Antártico.

"Os pesquisadores trabalharão em uma série de campos interrelacionados, da biologia à climatologia, passando pela oceanografia, pelo bem do futuro deste continente", afirmaram os integrantes da expedição em um comunicado.

"É essencial ter uma melhor compreensão da Antártica, não só para a sua preservação, mas para todo o planeta", acrescentaram.

Projetos de pesquisa
Os líderes da equipe convocaram no ano passado um concurso para eleger os projetos de pesquisas e após receber 100 propostas, selecionaram 22.

Um do

Os cientistas tomarão, ainda, amostras de gelo das profundezas para investigar as condições do continente branco antes da Revolução Industrial.

O ACE é o primeiro projeto do recém-criado Swiss Polar Institute (SPI, Instituto Polar Suíço), uma iniciativa do país europeu para "estreitar as relações internacionais e a colaboração entre países, assim como para despertar o interesse pela investigação polar em uma nova geração de jovens cientistas".

"A ideia é visitar as ilhas em torno da Antártica, o que de um ponto de vista cientista é muito interessante", explicou durante o lançamento do projeto, em Londres, o empresário Frederik Paulsen, fundador do SPI.

"As mudanças que estão ocorrendo na Antártica são menos conhecidos que as do Ártico e as ilhas (...) são o termômetro do que está acontecendo", explicou.

A viagem será dividida em três etapas, com paradas de abastecimento nas cidades australiana de Hobarth e na chilena de Punta Arenas.s projetos ganhadores é de uma instituição espanhola, o Instituto de Ciências do Mar de Barcelona, e consistirá em estudar e medir os gases e as partículas liberadas pelo oceano Ártico na atmosfera.

 



Escrito por P.Carulli às 12h46
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Stephen Hawking adverte a humanidade para se preparar contra possível ameaça alienígena

FONTE: The Guardian

O astrofísico britânico Stephen Hawking voltou a fazer nesta semana uma declaração contundente sobre a possibilidade de vida inteligente em outros planetas.  Hawking  chamou a atenção da humanidade para a possibilidade de contatos com civilizações extraterrestres. Conforme o pesquisador, a humanidade deve ficar focada na busca de vida extraterrestre para ganhar tempo no sentido de desenvolver sistemas de defesa da Terra e seus habitantes. 

Em seu novo espaço no portal CuriosityStream, o cientista adianta que seu projeto "Breakthrough: Listen" tem como finalidade principal a procura de vida extraterrestre. "Um dia os habitantes de Terra vão receber um sinal de um planeta similar. Mas não nos devemos apressar com a resposta", recomenda.

Segundo  Hawking, o contato com uma civilização significativamente desenvolvida pode ser similar ao encontro de Colombo com os índios. "E os registros históricos atestam que  esse encontro não foi nada bom para os índios", alerta o astrofísico. 

Projeto de US$ 100 milhões
O projeto de Hawking "Breakthrough Initiatives" tem custo estimado em US$ 100 milhões. Um dos investidores é o milionário russo Yury Milner, coproprietário da empresa da Internet Mail.ru Group.

Diagnóstico de Esclerose 
Hawking é responsável por muitos estudos de peso na área da Ciência. Quando tinha apenas 21 anos, ele foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. A doença foi, gradativamente, paralisando seus músculos de modo que, depois de quase 50 anos de diagnóstico, ele já não tem domínio sobre o próprio corpo. Apesar do grave problema de saúde, Hawking nunca deixou de estudar, é doutor em Física, casou-se, tem três filhos e um neto e já recebeu inúmeros prêmios na área científica, além de ser referência quando o assunto é Física e Cosmologia.

 

Universo ilimitado  
Uma de suas maiores pesquisas diz respeito à teoria de que o Universo é ilimitado. Para explicar isso, Hawking usa como exemplo a própria Terra que, se imaginada em sua forma, não apresenta um começo ou um fim – é tudo uma coisa só. A única diferença é que o nosso planeta é tridimensional, enquanto o Universo se apresenta em 4D.



Escrito por P.Carulli às 09h48
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Trio de pesquisadores leva o Prêmio Nobel de Física de 2016

Fonte: UOL

 Academia Real Sueca de Ciências anunciou nesta terça-feira (4) que os pesquisadores David J. Thouless, F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz ganharam o Prêmio Nobel de Física de 2016, sendo que a láurea foi dividida em duas "metades", sendo que Haldane e Kosterlitz dividiram uma delas.

De acordo com a organização sueca, o prêmio foi dividido em duas partes: David J. Thouless, da Universidade de Washington, ficou com uma; e F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz, das universidades de Princeton e Brown, respectivamente, dividiram a outra. O motivo do prêmio foram as descobertas sobre as fases de transição da matéria.

No ano passado, ganharam o Nobel de física o japonês Takaaki Kajida e o canadense Arthur B. McDonald pela descoberta de que neutrinos (pequenas partículas que compõem o Modelo Padrão da física) têm massa.

A lista dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física é extensa. Nos últimos dez anos, destacaram-se cientistas do Japão, Estados Unidos, Reino Unido e França.

2016: David Thouless, Duncan Haldane e Michael Kosterlitz (Reino Unido) por seus trabalhos sobre os isolantes topológicos, materiais "exóticos" que podem permitir em um futuro mais ou menos próximo criar computadores superpotentes.

2015: Takaaki Kajita (Japão) e Arthur B. McDonald (Canadá), pela descoberta das oscilações dos neutrinos, que demonstram que estas enigmáticas partículas têm massa.

2014: Isamu Akasaki e Hiroshi Amano (Japão) e Shuji Nakamura (Estados Unidos), inventores do diodo emissor de luz (LED).

2013: François Englert (Bélgica) e Peter Higgs (Reino Unido), por trabalhos sobre o bóson de Higgs, também conhecido como 'partícula de Deus'.

2012: Serge Haroche (França) e David Wineland (Estados Unidos), por pesquisas em óptica quântica que permitiram a criação de computadores superpotentes e relógios com precisão extrema.

2011: Saul Perlmutter e Adam Riess (Estados Unidos), Brian Schmidt (Austrália/EUA), por suas descobertas sobre a expansão acelerada do universo.

2010: Andre Geim (Holanda) e Konstantin Novoselov (Rússia/Reino Unido), por trabalhos pioneiros no desenvolvimento do grafeno, um material revolucionário que transformou a eletrônica, em particular a construção de computadores e transistores.

2009: Charles Kao (Estados Unidos/Reino Unido), Willard Boyle (Estados Unidos/Canadá) e George Smith (Estados Unidos), por pesquisas sobre a fibra óptica e os semicondutores, responsáveis por importantes avanços tecnológicos na telefonia, transporte de dados e fotografia.

2008: Yoichiro Nambu (Estados Unidos), Makoto Kobayashi e Toshihide Maskawa (Japão), por estudos sobre a formação do universo.

2007: Albert Fert (França) e Peter Grünberg (Alemanha), que descobriram a magneto-resistência gigante, uma tecnologia que permite aumentar a capacidade dos discos rígidos e minimizar seu tamanho.

Semana de prêmios

Ontem (3), o japonês Yoshinori Ohsumi venceu o Nobel de Medicina, o primeiro da temporada. Amanhã (5), será anunciado o prêmio de Química, e na sexta-feira (7) será a vez do Nobel da Paz. Na segunda-feira (10), será entregue o prêmio em Economia. O Nobel de Literatura fecha a temporada em 13 de outubro.

 



Escrito por P.Carulli às 10h53
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Revelado o mistério sobre a digestão das minhocas

Fonte: MUNDO ECO / BioBioChile - Agência SINC

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As minhocas (Lumbricidae) são responsáveis pela reciclagem do carbono das plantas mortas e o enriquecimento do solo. Elas carregam para baixo da terra as folhas caídas e outros materiais vegetais para utilizá-los como alimento. As minhocas fazem isto apesar das substâncias químicas tóxicas produzidas pelas plantas para dissuadir herbívoros.

Uma equipe de cientistas, liderada pelos Drs. Jake Bundy e Manuel Liebeke do Imperial College London (Reino Unido), identificou as moléculas de vermes intestinais que neutralizam estas defesas naturais da planta e lhes permitem realizar o processo de digestão. Estas moléculas são as “drilodefensins”.

O estudo, publicado na última edição da revista Nature Communications, também teve a participação das universidades britânicas de Oxford e Cardiff.

Um mundo sem drilodefensins seria muito diferente, de acordo com os autores do estudo. O Dr. Bundy do Departamento de Cirurgia e Câncer explica: "Se não tivéssemos as drilodefensins as folhas caídas permaneceriam na superfície da terra por um tempo muito longo. Nossos campos ficariam irreconhecíveis, e todo o ciclo do carbono poderia ser interrompido. "

As plantas geram polifenóis que atuam como antioxidantes e dão às plantas suas cores; mas estes também inibem a digestão de muitos herbívoros. As minhocas, no entanto, são capazes de digerir as folhas caídas e outros materiais vegetais, graças à capacidade que têm as moléculasdrilodefensins de neutralizar aos polifenóis.

O Dr. Bundy e sua equipe descobriram que quanto mais polifenóis estejam presentes na dieta das minhocas, mais drilodefensins produzem no seu ventre.

Abundância das Moléculas

Estas moléculas são tão abundantes que o Dr. Liebeke tem calculado que para cada pessoa no mundo há pelo menos um quilo de drilodefensins presente dentro das minhocas que povoam os solos do mundo.

O primeiro registro do que agora é considerado drilodefensin aconteceu em 1988, quando foi apresentada uma patente para uma molécula que se acreditava fosse usada para dilatar os vasos sanguíneos.

Na medicina tradicional chinesa, esta molécula é ingerida na forma de minhocas secas. No entanto, o Dr. Bundy adverte que quase com certeza o processo de secagem deixa asdrilodefensin praticamente inativas. 



Escrito por P.Carulli às 14h24
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Fotossíntese artificial está a um passo da aplicação prática

FONTE:SITE INOVAÇÃO TECNOLOGICA

sina de fotossíntese artificial

Tido como promissora há décadas, a tecnologia dafotossíntese artificial acaba de criar o primeiro projeto prático para separação fotoeletroquímica da água, usando energia solar para produzir hidrogênio.

Este é um passo decisivo para a aplicação da tecnologia em escala comercial, tornando realidade a promessa de criação de uma fonte de energia sustentável e totalmente limpa.

A fotossíntese artificial emprega uma combinação de células solares e de eletrolisadores, convertendo diretamente a energia solar no "meio de armazenamento universal", o hidrogênio, que pode ser queimado ou usado em células a combustível para produzir eletricidade sem poluição.

O conceito apresentado por uma equipe alemã é flexível tanto no que diz respeito aos materiais utilizados, como ao tamanho do sistema.

Usina modular

O sistema criado por Burga Turan e seus colegas da Universidade Julich é bastante diferente das abordagens em escala de laboratório apresentadas até agora.

Em vez de pequenos componentes individuais interligados por fios, Turan idealizou um sistema compacto e autônomo, construído com materiais facilmente disponíveis e de baixo custo, e permitindo a conexão de qualquer tipo de célula solar.

Com uma área superficial de 64 cm², o protótipo ainda parece ser pequeno para um projeto que se apresenta como a caminho do uso prático, mas a vantagem está justamente nesse esquema modular: basta repetir a unidade básica e ir conectando uma por uma, até se alcançar a potência desejada.

Fotossíntese artificial está a um passo da aplicação prática
Esquema (em cima) e protótipo da célula de fotossíntese artificial (embaixo), medindo 64 cm². [Imagem: Bugra Turan et al. - 10.1038/NCOMMS12681]

Lançamento no mercado

No momento, a eficiência na conversão solar para hidrogênio do protótipo é de 3,9%.

Se parece pouco, é bom lembrar que a fotossíntese natural só atinge uma eficiência de 1%. Além disso, a equipe afirma que já tem planos para que essa eficiência chegue a 10% dentro de um período de tempo "relativamente curto".

Isto sem contar a possibilidade de tirar proveito do desenvolvimento de novas categorias de células solares, como as de perovskitas, que já bateram na casa dos 20% de eficiência em protótipos de laboratório.

"Esta é uma das grandes vantagens do novo design, que permite que os dois componentes principais sejam otimizados separadamente: a parte fotovoltaica, que produz eletricidade a partir da energia solar, e a parte eletroquímica, que usa esta energia para a separação da água," disse Turan.

"Pela primeira vez, estamos trabalhando no sentido de um lançamento no mercado. Nós criamos a base para tornar isto uma realidade," acrescentou seu colega Jan-Philipp Becker.

 

Bibliografia:

Upscaling of integrated photoelectrochemical water-splitting devices to large areas
Bugra Turan, Jan-Philipp Becker, Félix Urbain, Friedhelm Finger, Uwe Rau, Stefan Haas
Nature
DOI: 10.1038/NCOMMS12681


Escrito por P.Carulli às 11h41
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Cientistas apontam que Amazônia guarda chaves para 4ª revolução industrial

FONTE: REUTEURS

A floresta amazônica guarda as chaves biológicas para iniciar uma quarta revolução industrial se a sua biodiversidade for protegida, afirmou um estudo publicado nesta sexta-feira.

Novas tecnologias digitais como impressão 3D e computação quântica criam o potencial para que as plantas únicas da Amazônia conduzam a avanços importantes na medicina e na engenharia, afirmou um estudo de cientistas brasileiros.

"Promovendo os vastos bens da biodiversidade e da biomimética da Amazônia podemos aspirar desenvolver inovações revolucionárias em campos diversos", afirmou Juan Carlos Castilla-Rubio, um dos autores do estudo e presidente da Space Time Ventures, uma empresa de tecnologia brasileira.

"Por exemplo, uma duradora espuma produzida por uma espécie de sapo tem inspirado a criação de novas tecnologias para capturar dióxido de carbono da atmosfera".

Plantas amazônicas também poderiam levar a descobertas em relação a antissépticos, cremes contra rugas, remédios ginecológicos e drogas anti-inflamatórias, se elas forem combinadas com novas tecnologias, afirmou o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

O desmatamento e as mudanças climáticas estão ameaçando tornar a maior floresta tropical do mundo numa savana seca, destruindo o potencial biológico, declarou o estudo.

Se mais de 40% da floresta for arrancada, o processo resultante de savanização poderia se tornar irreversível, segundo o estudo.

Atualmente cerca de 20% da floresta da bacia amazônica foi cortada, afirmou Catilla-Rubio.

"Se as coisas continuarem como estão, a Amazônia vai se transformar em savana. Isso tem enormes consequências", afirmou ele à Fundação Thomson Reuters.

O Brasil reduziu o índice de desmatamento ilegal em quase 80% na última década, de acordo com o estudo, o que mostra que ainda há tempo de impedir que a floresta se torne uma savana.

A proteção dos direitos indígenas à terra, o combate às mudanças climáticas e a concessão dos incentivos corretos para que empresas deixem de extrair os recursos naturais são cruciais para reduzir ainda mais o desmatamento, disse Castilla-Rubio.



Escrito por P.Carulli às 08h03
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Cientistas desenvolvem método para criar embriões sem óvulo

FONTE: UOL

Quando um espermatozoide encontra um óvulo, ocorre o início de uma "célula-ovo", ou zigoto, a primeira célula de uma nova vida, certo? Pela primeira vez, os cientistas conseguiram um zigoto sem essa combinação. Segundo uma nova pesquisa, embriões de ratos podem ser gerados a partir da fecundação em uma célula embrionária, uma descoberta que desafia dois séculos de conhecimento.

De acordo com um estudo publicado na revista Nature, embriões podem ser criados a partir de células que carregam todos os cromossomos (não metade, como é o caso dos óvulos), o que significa, em teoria, que qualquer célula do corpo humano poderia ser fertilizada por um espermatozoide. Essa é a ideia que ainda precisa ser testada.

Até o momento, os cientistas pensavam que o espermatozoide de mamíferos só poderia se transformar em uma célula madura capaz de se dividir e trabalhar para formar um novo organismo se estivesse dentro de um óvulo. Mas, de acordo com a pesquisa, outras células também podem "reprogramar" um espermatozoide, resultando no nascimento de um novo mamífero.

Como foi o estudo

Pesquisadores do Departamento de Biologia e Bioquímica da Universidade de Bath (Inglaterra), utilizaram produtos químicos para desenvolver óvulos em embriões de camundongos sem fertilização, processo conhecido como partenogênese, fenômeno comum em animais invertebrados, mas pouco frequente nos vertebrados.

Os cientistas já haviam conseguido "enganar" os óvulos dos mamíferos para desenvolver embriões sem fertilização, mas eles morriam após alguns dias pela falta de processos fundamentais de desenvolvimento que exigem a entrada de espermatozoides. Então veio a ideia: colocar o espermatozoide nesse embrião. Primeiro, eles pegaram uma célula do embrião com metade dos cromossomos, como são os óvulos e espermatozoides. 

Os pesquisadores, então, desenvolveram um método para injetar espermatozoides nessas células, produzindo filhotes saudáveis, com uma taxa de sucesso de cerca de 24%.

É a primeira vez que o desenvolvimento ocorre por meio de uma injeção de esperma em células de embriões.

Pensava-se que só um óvulo era capaz de dar lugar à reprogramação do esperma que permite o desenvolvimento embrionário

Tony Perry, embriologista molecular e um dos autores do estudo

Isso quer dizer que, se a injeção de esperma em uma célula de mamífero pode produzir prole, em teoria, seria possível conseguir o mesmo resultado utilizando células mitóticas (formadas a partir da divisão celular) não derivadas de óvulos. É o próximo passo da pesquisa.

Segundo os cientistas, os embriões poderiam ser feitos com células da pele em vez de óvulos, o que tornaria possível não apenas reproduzir animais ameaçados de extinção, mas abriria a possibilidades para o tratamento de infertilidade.

No entanto, a sobrevivência dos embriões é considerada baixa e o estudo foi realizado em camundongos, não há nenhuma evidência de que isso iria funcionar em embriões humanos.



Escrito por P.Carulli às 06h04
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Russos gravam onda de rádio: contatos imediatos ou só spam vindo do espaço?

Fonte:NYT

Provavelmente isso não passa de um spam vindo do espaço sideral, o equivalente astrofísico de ligar para alguém sem querer com o celular no bolso. Mas ninguém sabe ao certo.

A atenção dos astrônomos do mundo e de uma parte da internet se voltou na semana passada para uma estrela na constelação de Hércules. Todos se perguntavam se o fim da solidão cósmica da humanidade realmente teria chegado.

Foi a partir deste local na constelação de Hércules que uma equipe de radioastrônomos russos gravou um pico de onda de rádio que durou dois segundos no dia 15 de maio do ano passado. Contudo, os russos não seguiram o protocolo comum, segundo o qual deve-se alertar outros observatórios para confirmar o sinal. Como resultado, ninguém mais sabia do pulso até o fim de agosto deste ano.

Esse pequeno sinal tinha o potencial de ser um "Alô" enviado de outro mundo, algo que os praticantes do SETI, sigla em inglês para a procura por vida extraterrestre inteligente, têm sonhado em encontrar desde o século passado. Ou talvez aquilo não passasse de um alarme falso de interferência terrestre, uma transmissão militar que se perdeu, ou algum tipo incomum de confusão astrofísica.

Os astrônomos já sabem que existe um planeta, com massa 17 vezes maior que a da Terra, circulando aquela estrela, que fica a 94 anos-luz daqui e responde ao pouco glamouroso nome HD164595.

Porém, ocorreram também alguns problemas, de acordo com os russos, liderados por Alexander Panov, da Universidade Estadual de Lomonosov Moscou. O sinal apareceu apenas uma vez em 39 observações, e para a produção a essa distância seria necessário um transmissor com a potência de ao menos um trilhão de watts, algo similar ao consumo energético de toda a humanidade.

Ademais, o design do telescópio russo, conhecido como Ratan-600, um círculo gigante de antenas no Cáucaso, perto da Geórgia, o torna suscetível, de acordo com os astrônomos, à radiação vinda de direções indesejadas, o que aumenta a chance de interferência de fontes militares e outras fontes terrestres.

O assunto finalmente se tornou público quando Claudio Maccone, diretor do comitê SETI da Academia Internacional de Astronáutica, divulgou uma descrição das observações pouco antes de um encontro do SETI que será realizado no dia 27 de setembro em Guadalajara, no México. Embora o relatório não diga que se trate de uma transmissão alienígena, ele diz que: "O monitoramento permanente desse alvo é necessário".

Em um e-mail enviado no dia 29 de agosto, Maccone, um dos membros da equipe, afirmou que concordava com os colegas:

Eu também acredito que muito provavelmente não se trata de um sinal extraterrestre. Mesmo assim, aquilo precisava ser publicado, ao invés de ser mantido em segredo por mais de um ano, e foi isso que eu fiz: convenci os russos a publicarem os dados

Depois que o jornalista especializado em astronomia Paul Gilster relatou o caso no blog Centauri Dreams, o sinal ganhou a internet.

Mas até o momento os resultados são irrelevantes. A partir da noite de 28 de agosto, os astrônomos do Instituto SETI de Mountain View, Califórnia, entraram em ação com o Allen Telescope Array, um conjunto de antenas em Hat Creek, Califórnia, construído especificamente para procurar transmissões alienígenas.

Após duas noites de observação, relatou Seth Shostak, porta-voz do instituto, "cobrimos todas as frequências reportadas pelos russos e outras mais... sem sucesso".

Enquanto isso, astrônomos do Breakthrough Listen, um novo projeto SETI financiado pelo filantropo e empreendedor russo Yuri Milner, utilizou o Telescópio Green Bank, em Green Bank, West Virginia, o maior radiotelescópio orientável do mundo, para checar a estrela. Eles só registraram ruído.

De fato, segundo a Tass, a agência de notícias russa, os pesquisadores também concluíram que seu sinal era resultado de interferência terrestre. De acordo com a pesquisadora Yulia Sotnikova, o observatório estava preparando uma nota oficial a respeito de qualquer afirmação midiática de contato extraterrestre.

Todo mundo planeja continuar observando, mas por enquanto o sinal da constelação de Hércules parece estar destinado a se juntar a outros alarmes falsos que caracterizaram a empreitada SETI, em especial o sinal "wow", que apareceu no radiotelescópio da Universidade do Estado de Ohio em 1977, mas nunca mais reapareceu.

Conforme afirmou Maccone por e-mail: "Houve casos similares no passado e provavelmente haverá outros no futuro. O importante é publicar tudo e trocar dados internacionalmente sobre as estrelas onde isso acontece".

Os astrônomos estão a procura de E.T.s desde que Frank Drake, atualmente na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, apontou em 1960 uma antena para um par de estrelas e acreditou ter ouvido um sinal – o primeiro caso de alarme falso.

Mas nada desencorajou os astrônomos de uma ideia que é tão simples e poderosa quanto um poema: os sinais de rádio são capazes de servir de ponte entre estrelas de forma muito mais econômica que espaçonaves, permitindo que espécies distantes se comuniquem por meio de um rádio amador cósmico, ou de uma internet galáctica.

Existem mais de 100 bilhões de estrelas na Via Láctea e cerca de 9 bilhões de canais de rádio que somos capazes de captar – em outras palavras, um "palheiro cósmico" que até o momento quase não foi analisado.

Existem muitos estudos sobre os tipos de canais que os alienígenas poderiam utilizar e os tipos de sinais que poderiam enviar, além de muitos outros estudos que explicam porque não encontramos quaisquer evidências de sua existência até o momento (fora das bancas de jornais sensacionalistas).

Entre as possíveis respostas, a Terra poderia estar em quarentena, ou as espécies tecnológicas se matam muito antes de chegarem ao estágio de entrar em contato com outras formas de vida.

Ou, talvez a humanidade simplesmente não saiba o que exatamente está procurando. Sabemos apenas de um exemplo de vida e de inteligência no universo, me disse certa vez Jill Tarter, do Instituto SETI. Obviamente estamos falando de nossa própria biosfera.

"Nessa área, o número 2 é o número mais importante. Contamos um, dois, infinito. Agora queremos encontrar o número 2."



Escrito por P.Carulli às 12h51
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