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Malacologia: O que é?

 

Em um país com dimensões continentais como é o Brasil, com uma costa exuberante como a nossa,voce sabe o que é malacologia?

Malacologia é o ramo da  biologia que estuda os moluscos. Há moluscos que estão presentes em diversas partes do planeta, como o caramujo Achatina fulica, e foi introduzido ilegalmente no Brasil inicialmente no estado do Paraná há cerca de 20 anos atrás como alternativa econômica ao escargot (Helix aspersa) por um servidor da Secretária de Agricultura. A segunda introdução teria ocorrido no porto de Santos por um servidor público em meados da década de 90, que montou um Heliciário na Praia Grande, no qual promovia cursos de final de semana. O fracasso das tentativas de comercialização levou os criadores, por desinformação, a soltar os caramujos nas matas. Como se reproduz rapidamente e não possui predadores naturais no Brasil, hoje tornou-se uma praga agrícola e pode ser encontrado em praticamente todo o país, inclusive nas regiões litorâneas, como no litoral sul do estado de São Paulo, onde constatamos sua maciça invasão. Esse caramujo africano, de fato pode transmitir ao homem os vermes causadores de um tipo de meningite e da peritonite, por ser o hospedeiro natural deles. O primeiro deles é o Angiostrongylus cantonensis, responsável por um tipo de meningite que ocorre principalmente na Ásia, porém, ha notificação de casos em Cuba, Porto Rico e Estados Unidos. Apesar de não haver registro dessa doença no Brasil, infelizmente são altas as chances dessa doença se instalar no país. O outro parasita é o Angiostrongylus costaricensis, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, pode ocasionar um quadro infeccioso abdominal aguda grave, que pode levar à morte. Raramente a doença evolui para forma letal, permanecendo na maior parte das vezes assintomática ou comportando-se como uma parasitose comum. "Conhecida como angiostrongilose abdominal, no Brasil essa doença é transmitida por caramujos nativos, e não pelo gigante africano; na região sul do país encontra-se a maioria dos casos. Não há registro de exemplares de A.fulica adultos naturalmente infectados no Brasil, porém, as larvas podem se infectar através da ingestão de hortaliças contaminadas com o muco deixado pelo molusco adulto silvestre ao se movimentar. Por isso é que devemos lavar as verduras em água corrente e depois deixar as mesmas em molho, bastando colocar apenas uma colher de sobremesa de água sanitária em um litro de água e deixar os alimentos em molho por durante 15 minutos. Devido ao seu sucesso reprodutivo, ele tornou-se uma terrível praga agrícola, alimentando-se vorazmente de diversos vegetais de consumo humano, e por isso um parecer técnico 003/03 publicado pelo Ibama e pelo Ministério da Agricultura em 2003, que considera ilegal a criação de caramujos africanos no país, determina a erradicação da espécie e prevê a notificação dos produtores sobre a ilegalidade da atividade. Este parecer vem reforçar a Portaria 102/98 do Ibama, de 1998, que regulamenta os criadouros de fauna exótica para fins comerciais com o estabelecimento de modelos de criação e a exigência de registro dos criadouros junto ao Ibama. Curiosidade: Este caramujo é um animal hermafrodita, ou seja, possui no mesmo corpo órgãos sexuais masculinos e femininos, e pesa em média 200 gramas, medindo em média 15 cm de comprimento. Sua concha é alongada e rajada, com cores bege e marrom. Na fase adulta, atingida após um ano de vida, o Achatina pode colocar até 400 ovos a cada ano e o período de incubação leva de 1 a 15 dias. Desenvolve-se muito bem em regiões de clima quente, como nas matas, em regiões sombrias e bastante úmidas como nas proximidades de córregos, rios, lagos e alargados.

 O combate: Primeiro é preciso identificarmos corretamente o caramujo africano para não haver qualquer confusão com as espécies nativas, posteriormente pegamos o exemplar com luva ou saco de plástico para evitarmos o contato direto com ele, e colocar sal ou cloro sobre o mesmo; também pode-se esmagá-lo, e não devemos de esquecer de destruir seus ovos no solo com uma vassoura de grama. Quando chove muito muita região infestada, é comum observarmos os caramujos subindo as paredes, então, é uma boa oportunidade para destruí-los.

Temos no Brasil grandes malacologistas entre estes o saudoso Professor Dr. Walter Narchi,já falecido, o Professor Dr. Osmar Domaneschi( do IBUSP –Depto Zoologia), bem como a Professora Dra. Sonia Godoy(também do IBUSP).

É bom sempre lembrar que o fato de predar nossas praias em busca de “conchinhas” corroboramos para o comercio ilegal e por vezes contribuímos indiretamente com o contrabando desses animais,pois não é só os vertebrados que são contrabandeados e sentem dor.

Congressos de Malacologia são sempre realizados com aval de entidades cientificas sérias, a exemplo do que ocorreu recentemente(julho/2007) promovido pela Sociedade Brasileira de Malacologia.



Escrito por P.Carulli às 13h14
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Pássaro-robô tem asas capazes de se ajustar como as das aves

Da redação
19/07/2007

Robô-pássaro - Micro-avião voa como os pássarosOs homens sempre sonharam em voar como os pássaros. Já voamos muito mais rápido e mais alto do que eles. Mas, na verdade, nós nunca voamos como os pássaros voam. Seus movimentos e a geometria super-flexível de suas asas são complicados demais de se reproduzir.

Pássaro-robô

Só que esta não parece ser a opinião de um grupo de estudantes de engenharia e biologia da Universidade Wageningen, na Holanda, que resolveu tentar se aproximar um pouco mais do objetivo de Ícaro. Baseando-se no andorinhão-de-coleira-branca, um pássaro muito conhecido dos leitores do Pequeno Príncipe (o Swift), eles estão construindo o RoboSwift, um micro-avião que tenta imitar o vôo super-eficiente dos pássaros.

O micro-avião tem asas com características sem precedentes entre os aparelhos humanos de voar: a geometria e a superfície de suas asas podem ser ajustadas continuamente, dando ao pequeno pássaro-robô um capacidade de manobra incomparável. O RoboSwift tem uma envergadura de 50 centímetros e o primeiro protótipo não deverá pesar mais do que 80 gramas.

Comportamento das aves

Com três micro-câmeras a bordo, o aparelho poderá ser utilizado para vigilância. Mas os cientistas estão mais interessados em utilizar o seu robô-pássaro para observações biológicas. Suas baterias de lítio permitirão que o RoboSwift siga um bando de andorinhões verdadeiros por cerca de 20 minutos, permitindo, além de filmagens e observações de comportamento das aves, que os cientistas aprimorem o projeto de futuras versões de seu robô-pássaro.

O RoboSwift consegue curvar suas asas para frente e para trás, alterando o formato e a área superficial, permitindo que ele voe de forma mais eficiente e ágil do que os aviões de asas fixas. Até a hélice, que é virada para trás, é dobrada quando o avião está planando, para minimizar o arrasto



Escrito por P.Carulli às 08h57
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Cientistas obtêm de uma vespa substância com maior poder analgésico

Antonio Carlos Quinto / Agência USP

De uma pequena vespa que não ultrapassa 5 milímetros de tamanho, a Polybia occidentalis, conhecida como “marimbondo estrela”, cientistas conseguiram extrair uma substância (peptídeo) que pode ser duas vezes mais potente que a morfina no controle da dor. No Laboratório de Neurobiologia e Peçonhas, do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto (FFLCRP), testes realizados com animais de laboratório comprovaram que o peptídeo Treonina-6 Bradicinina (T6Bk) tem efeito eficaz no controle da dor.

De acordo com o professor Wagner Ferreira do Santos, a bradicinina é um modulador que tem vários efeitos fisiológicos nos estados de dor, como a permeabilidade em vasos sangüíneos, por exemplo. “Os testes são um excelente subsídio para melhor entender os mecanismos da dor”, conta o pesquisador. No laboratório, os cientistas utilizaram dois conhecidos padrões para estudo da dor relacionada a hipertermia, o hotplate (placa quente) e o tailflick (teste de retirada da cauda). O peptídeo foi injetado diretamente no cérebro dos animais para que fosse comparada a resistência à dor. A substância fez efeito e os ratos apresentaram maior resistência. A T6Bk, segundo o pesquisador, pode estar atuando receptores do tipo B2 para bradicinina, cujo mecanismo ainda permanece por ser entendido.

O artigo contendo os resultados dos testes foi publicado na revista inglesa British Journal of Pharmacology, na edição de junho e o professor comemora a veiculação de um outro artigo em que especialistas comentam positivamente os experimentos. “Eles ressaltam que os estudos abrem importantes caminhos e que encontramos uma ferramenta capaz de auxiliar no entendimento da dor”, comemora Ferreira. Segundo ele, novos estudos ainda serão empreendidos para que se compreenda melhor esse mecanismo.

Anticonvulsivo
Da mesma vespa, os cientistas também obtiveram um outro peptídeo que mostrou ser um componente anticonvulsivo. Neste caso também foram realizados testes com ratos, o que comprovou a possibilidade.

Neste caso, os pesquisadores já conseguiram produzir uma substância análoga (semelhante) o que já é um modelo para um medicamento. “Em ambos os casos ainda temos muito a caminhar, restando ainda novos testes com modelos animais e em seres humanos”, diz o professor.

Os estudos com a Polybia occidentalis tiveram início há cerca de três anos, quando o professor orientou a tese de doutorado de Márcia Renata Mortari. Atualmente, ele supervisiona o pós-doc da pesquisadora em que estão sendo produzidas as substâncias análogas.

Além do professor Ferreira, integram o grupo de estudos os professores Norberto Peporini, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Joaquim Coutinho-Netto e Norberto Coimbra, ambos da Faculdade de Medicina, todos de Ribeirão Preto; e o professor Antônio Miranda da UNIFESP.

Mais informações: (0XX16) 3602-3657, com o professor Wagner Ferreira do Santos; e-mail: wagnerf@usp.br



Escrito por P.Carulli às 14h31
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